Foi no ultimo dia de carnaval, que pude notar aquele tão
perfeito sorriso, e aquele olhar meio tímido que me observava. Um Oi, e uma mensagem trocada, e foi assim
onde tudo começou.
Sentados em uma banco, de uma casa qualquer no qual nem
sabemos de quem é, fui pedida com toda delicadeza do mundo em namoro, me senti lisonjeada,
por uma garota assim como eu, tão quieta na minha, ter tido essa mera honra, de
poder ser de uma pessoa. A amada de uma pessoa.
Meses e meses, e uma vida a mais na minha vida. As caricias,
e os afetos. As brigas singelas, e os confrontos. As mensagens, e os abraços.
Minha família e a dele. E tudo se encaixou perfeitamente como um quebra-cabeças
fácil.
Fui te montando, e você me montou. Formávamos uma bela
sintonia, invejável. Não éramos de brigas, muito menos ciúmes alheios. Mas éramos
de falar pouco, sobre os sentimentos.
Então, as coisas passaram a si complicar, sua vida foi
ficando mais apertada, e o espaço pra mim foi diminuindo. Nossas rotinas
diárias, já nem se batiam mais, era como se uma pedra tivesse entrado dentro
dos nossos sapatos. Mas estávamos firmes.
Em um dia qualquer, a raiva bateu na sua porta, foi bem
notável, pela forma no qual você me tratou, e então pude notar que as coisas já
não iriam tão bem pra você. E se um não vai bem, o outro murcha como uma flor
num fim do dia.
E foi isso que aconteceu, como num sopro de um
dente-de-leão, tudo acabou. Foram momentos bonitos, e pude confessar que fiquei
mal, mas sei que qualquer outra pessoa ficaria. Me recompus. E mesmo me
sentindo tão sozinha, já me sinto muito bem. Você vai me fazer falta.
Mas, prefiro sofrer com a sua ausência, do que sofrer com a
sua presença...

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